O maior erro que você pode cometer

20/04/2018

 

No meu trabalho como coach lido, todos os dias, com pessoas que desejam alcançar objetivos. Que querem mais da vida, um upgrade. Seja sendo aprovado em uma prova de concurso (meu público principal), seja conquistando mais clientes por meio da presença digital, são pessoas que querem romper barreiras e fazer diferente. Bem, pelo menos é o que dizem...

 

Na prática, o entusiasmo de vivenciar o resultado da mudança é maior que a disposição para ação necessária para mudar. Mudar dói. Mudar é desconfortável. Mudar é ter a coragem de encarar o que ficou muito tempo sem olhar e, como esperado, é uma parte de si que não se orgulha.

 

Um problema... um defeito... É como vemos o que queremos melhorar - ou seria melhor eliminar? - em nossas vidas. Pois bem, preciso ser bem clara agora: em seis anos como coach encontrei um motivo comum responsável pelo fracasso de conquistar um objetivo...

 

Antes de contar, quero, além de fazer um suspense e provocar a curiosidade suficiente pra ler o post inteiro, contar um causo. Era uma vez uma pessoa infeliz com seus resultados. Aí podem ser os negócios que não vão bem, o relacionamento que não anda, os filhos que dão trabalho, a demissão, o concurso que não é aprovada... O motivo é irrelevante. Porém, a ação seguinte é quase sempre a mesma: investir enlouquecido no que comprove que é um aspecto defeituoso que pode ser corrigido de fora para dentro. Um título a mais de pós-graduação, levar o filho para provar que tem déficit de atenção; o namorado, marido, ou ainda o crush que não atende às suas expectativas.

 

Stop. Sério. Pare agora!

 

Parou?

 

Pare!

 

Agora respire antes que queira se culpar e se odiar ainda mais. Está tudo bem e você não está sozinha nessa. Está mais calma para eu poder continuar e contar o maior erro que você pode cometer, e, é bem provável, que esteja fazendo isso agora mesmo?

 

Pois bem, tenho que continuar. O maior erro que você pode cometer é terceirizar sua felicidade. Afinal, não foi para isso que viemos para esse plano, para sermos felizes? Pois então. E não pense que felicidade é um conceito imutável e inflexível de alegria plena todos os dias sem que nada abale você. Acorde pra vida, Alice. A felicidade é um conceito bem pessoal e só pode ser plausível se for flexível, fluído.

 

Agora, se para você ser feliz é atender ao que os outros dizem ou cobram de você, se acha que tudo bem ficar assistindo os outros avançarem e você ficar só olhando e lamentando seu destino... Ah! Aí realmente não há nada que se possa fazer e está perdendo seu tempo - ou arrumando mais desculpas - ao ler esse texto.

Saber o que não está tão legal com a gente, saber o que não nos orgulhamos ou que é importante mudar - por nós e nunca por outros - é uma vitória da clareza e não mais uma muleta. É a maneira de perceber que a direção é dar seus passos conforme a intensidade do incômodo. Não precisa virar a vida de cabeça pra baixo. Escolhe algo pequeno, acessível, motivador. E, a partir disso, vai melhorando, pouco a pouco.

 

E tem mais uma coisa: não fica só na reflexão aqui não, parte para ação. Escolha e faça. E, depois, claro, vem me contar como foi.

 

Até breve e boa sorte!

 

Beijos.

 

 

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