Minha História

27/04/2018

Muitas pensariam se compartilhariam essa história, muitas iriam compartilhar talvez por outros motivos. Não importa o que leva uma pessoa a compartilhar algo de si, mas hoje estou aqui pra compartilhar um pouco de mim pra que ajude muitas outras de nós que passamos pela mesma situação. Ou não. Você pode ser simplesmente alguém que busque se inspirar em outras pessoas, outras histórias. Mais uma vez, não importa o motivo: o importante é você estar aqui de coração aberto e com as melhores energias para transmitir aos outros mas principalmente pra si mesma.

 

Tive um relacionamento de 7 anos que todos julgavam ser perfeito, que seria pra sempre, que tudo era sempre lindo, até que um dia tudo terminou. O foco aqui não é criticar o tempo que passamos juntos, ou a própria pessoa ou fazer um drama de novela mexicana em cima de tudo isso, mas é muito importante dizer que como todo relacionamento não éramos perfeitos, tínhamos defeitos isoladamente e muitos outros juntos também e, no final das contas, saímos os três muito machucados de tudo isso (Sim, quando tudo terminou descobri que havia uma terceira pessoa no que era pra ser duas).

 

A gente sempre chora, sofre, sente raiva, briga e vive todas as emoções que um término traz pra gente, mas depois de tanto tempo comprometida a gente passa a enfrentar também o reaprender a ser solteira. A gente simplesmente se sente fora da caixa por não saber o que fazer, ver seus amigos mais próximos casados ou quase lá, enfrentar um mundo que acha que você com mais de 25 anos precisa estar casada ou até com filhos. Você tem muito a lidar: família, sociedade, mas o pior de todos é lidar com você mesma. Afinal ali existe dor, existe insegurança, existe luto. Mas existe o bem mais precioso que aprendi nesse período: uma jornada de redescoberta de você mesma.

 

Voltei de férias no dia seguinte ao meu término, com muitos problemas no trabalho pra resolver. Com menos de 24 horas de solteira eu recebia minha promoção e isso não poderia ser qualquer coisa, tinha que significar algo. E foi aí, nesse pequeno detalhe que a vida colocava em minha frente que eu me agarrei. Claro, chorei tudo o que tinha pra chorar, xinguei tudo o que tinha pra xingar, vivi meu luto pelo tempo que precisei. Tudo a seu tempo e o tempo, ah esse sabe ensinar a gente. Quando tudo passou, comecei a viver intensamente: fazer coisas que nunca tinha feito, buscar o que nunca havia buscado, voltar a fazer coisas que tinha deixado de fazer há muito tempo, voltei a viver uma versão muito mais “melhorada” de mim mesma. Descobri que muitas vezes o que julgamos de fim de tudo é na verdade um capítulo que se encerra que só nos introduziu pra algo muito, mas muito maior, e que nunca deveríamos ter deixado de buscar isso só porque entramos num relacionamento. Essa necessidade está sempre dentro de nós, mas muitas vezes deixamos de irrigar essa semente que precisa crescer e florescer só porque nosso foco é outro.

 

Volto a dizer que não escrevo pra sensibilizar ninguém com minha história ou que escrevo com rancor ou algum sentimento ruim, não. Escrevo pra dizer que não importa o problema que você passa na sua vida, o quanto isso dói, o quanto isso parece que vai te consumir ou que não parece ter fim. Isso tudo acaba e o que vem depois é incrível! O passado é passado, então deixe-o lá porque carregar com você todos os dias consome uma energia que você precisa pra muito mais coisas legais. No final de cada dia quem sempre estará com você não importa o que aconteça é você mesma então invista em tempo de qualidade pra se descobrir, se curtir e rir de você mesmo. Rir é o melhor remédio, não há mal que resista a isso. Não deixe que ninguém te tire o sentimento de se sentir linda, especial e única porque você é tudo isso e quando a gente mesmo acredita nisso de uma forma especial e humilde, de dentro pra fora acontece uma transformação que modifica tudo a sua volta. Vai por mim, garota, você tem uma criatura doida pra desbravar a vida aí dentro de ti então não deixe que coisas tão pequenas da vida te segurem e te impeçam de fazer aquilo que você tem vontade e descobrir mais e mais sobre a vida. É isso que levamos quando partimos. Quando estiver solteira, não importa sua idade, saiba que não há problema nenhum nisso: curta esse momento, seja passageiro ou pra toda a vida porque assim você achou melhor. O problema está em estar em um lugar que você no fundo não queria estar ou receber alguém na sua vida sem nem mesmo saber o que você tem a oferecer. Deixe qualquer sentimento que te consome pra trás, porque nessa viagem de descoberta de nós mesmas quanto menos bagagem carregarmos, melhor.

 

Tudo isso já aconteceu faz uns anos mas eu me tornei uma colecionadora de histórias e aventuras nessa jornada que é de curtir cada minuto da minha vida e me descobrir ainda mais como pessoa. Mas tudo isso fica pra uma outra ocasião...

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