Silêncio

25/08/2018

 

Assim cheguei e permaneci.

 

Meus olhos pronunciaram tudo que eu quis te dizer, tomara que você não seja leigo desse método.

 

Espero que entenda e me interprete da melhor forma.

 

E após sua interpretação te conduzirei para sensação de puro êxtase.

 

E com o mesmo silêncio que adentrei a sua presença me retiro, sem barulho, sem palavras, sem esquivos.

 

Não me julgue, te peço.

 

Às vezes a fala é tão difícil que ficar calada parece ser a opção mais viável.

 

Se dirigir àqueles que exercem algum domínio sobre nós, é uma dificuldade tamanha.

 

Com as palavras escritas, minha sinceridade transbordaria.

 

Que os mudos não me julguem por não usufruir daquilo que os falta. Não é intencional.

 

Não quero firmar o veredicto em sensações momentâneas, sendo o que prevalece depois é simplesmente o contrário.

 

Não é  meu estilo escorar em pilares inexistentes; no máximo iremos brincar de faz de conta, se nossos propósitos contrários se revelarem.

 

Você é a hipérbole qualitativa mais gritante que define minha felicidade e perturbação. Sim, uma analogia...

 

E antes que saia do clichê, retiro a caneta entre meus dedos, apoio sobre o papel, apago a luz e volto a dialogar com o silêncio.

 

 

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