Você está louca?

08/11/2018

É atribuída a mulher a missão de ser dócil e submissa. Quando qualquer pessoa do gênero feminino não acata essa recomendação automaticamente está fora da curva. Deve ser considerada lésbica, grossa, revoltada e até louca.

 

Adjetivos como loucas ou histéricas são usados para tentar silenciar e deslegitimar a voz feminina. Basta um homem achar que o pensamento da mulher não é coerente, na visão apenas dele, e já dispara um “sua louca” ou “ela é maluca”. Serve ainda para acabar com brigas ou para dizer que a mulher fala mais alto do que ele, mesmo que ele esteja gritando.

 

Esperam uma bela, recatada e do lar, mas quando perguntaram para as mulheres se elas querem se calar? Nunca, pois as mulheres ainda possuem as vozes amordaçadas no século XXI.

 

A criação feminina induz a servidão e amor incondicional, pois não importa o que aconteça é sempre melhor garantir uma boa relação do que ficar sozinha. Por mais que essa cultura esteja mudando, ainda temos referências e pessoas que nos dizem o tempo todo o quanto “é impossível ser feliz sozinho”. Por sinal essa frase é trecho de uma famosa música do Tom Jobim.

 

Quando um homem chama uma mulher de louca é o alerta vermelho de que ela está certa ou simplesmente ele quer que ela se cale. Esse é o claro sinal de desrespeito e uma forma de mostrar o seu poder, como essa mulher depende deveria agradecer por estar com ele e depende dele.

 

Muitas vezes o termo “louca” é usado ainda quando a mulher descobre ou suspeita de uma traição. É mais fácil dizer que a mulher está louca do que tentar explicar um equivoco. Sendo que, tal comportamento está tão inserido no dia a dia que grande parte das mulheres não notam o quanto é ofensivo ter a sua sanidade questionada.

 

 

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