Lindas da Engenharia

08/08/2019

Estudei a vida toda em escolas públicas do interior da Amazônia, inclusive escolas multisseriada, onde todas as turmas de todas as séries, estudam na mesma sala, com uma única professora, que no meu caso era minha mãe.


No segundo ano da faculdade criei o @lindasdaengenharia, um perfil no Instagram com objetivo de compartilhar histórias de outras mulheres na engenharia e assim incentivar outras mulheres, assim como a mim mesma. Graças a Deus e ao “lindas”, já dei palestra na UFPA e já dei entrevistas. Hoje participo de um projeto, junto com a minha orientadora de mestrado, intitulado “meninas paide’guas”, que é parceiro do programa meninas digitais da Sociedade Brasileira de Computação. O objetivo é incentivar meninas do ensino fundamental, médio e técnico a entrarem em cursos de ciências e tecnologia, através de cursos, palestras e oficinas.


Fui uma das únicas 4 meninas na minha turma de engenharia de computação e sempre sou a única ou uma das poucas meninas nas disciplinas do mestrado.


Através da educação consegui desenvolver projetos envolvendo tecnologia, sustentabilidade e educação, nas escolas que estudei, palestrei, como convidada em evento da universidade, consegui trabalhos aceitos em eventos, um internacional. Viajei para outro estado, andei de avião, se me falassem isso há 20 anos atrás, que a menina com deficiência física, neta da mãe solteira, que iria conseguir tudo isso, graças a Deus e aos estudos eu não acreditaria.❤️

 

Meu intuito é contribuir para que mais meninas, que como eu, vêm do interior (da Amazônia), do ensino público e se encaixam dentro de grupos que sofrem com diversos tipos de preconceitos ( eu além de ser negra sou portadora de deficiência física) consigam adentrar em cursos de ciências exatas e tecnologia.

 

 

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