Seja coach de si mesm@

23/11/2019

Outro dia, me disseram "você fica sendo coach de si mesma", em tom negativo. Na hora, eu não respondi, mas o que se passava pela minha cabeça era algo como "ainda bem que sou". Eu estava sendo criticada por fazer elogios a mim mesma quando comemorava alguma conquista com aquela pessoa que me era próxima e valorosa. Não estava fazendo isso sem contexto ou para me vangloriar. Muito menos para ser esnobe ou arrogante. Nada disso....

 

Apesar de entender os comentários feitos - que incluam se incomodar e se constranger com minha atitude - , estava difícil concordar com aquela crítica depois que aprendi a valorizar o que faço e sou, a fazer elogios a mim mesma por ter reduzido (e muito) a minha expectativa de que os outros que deveriam me reconhecer.

 

Depositar menos expectativas nos outros para me sentir bem, ser capaz de me superar, de me divertir com meus processos de aprendizagem, de me olhar no espelho e reconhecer que no dia de hoje estou bonita ou que sou foda... São coisas que aprendi com o coaching, sendo coach, sendo coachee. Aprendendo e aplicando. Errando e acertando.

 

Depois de mais de sete anos imersa nesse universo do autodesenvolvimento cotidianamente seria impossível - e nem um pouco sensato ou coerente - não ser coach de mim mesma. E, quer saber: tenho um orgulho enorme de saber que se um dia começou uma merda, tenho as condições necessárias para transformá-lo completamente só de me levantar da minha mesa de escritório, tomar um banho, vestir uma roupa que me faça sentir bem, tomar um refrigerante bem gelado ou um café e terminá-lo com um enorme sorriso no rosto.

 

Conseguir fazer isso antes mesmo do almoço chegar é algo que não existia na minha vida. Se o dia tinha começado ruim, a probabilidade de terminar do mesmo jeito - ou pior - era um fato. Reclamar das circunstâncias, me sentir vítima da crueldade do mundo, também. Era! Não é mais.

 

Enquanto eu acreditei que autoajuda era uma bobagem para vender livros, meus dias ruins terminavam ruins, minhas reclamações ganhavam forças e faziam outros dias ruins. Meus melhores sonhos eram aqueles que se encontravam na padaria e eu me sentia um lixo por saber que podia fazer e ser um monte de coisas, mas havia uma bigorna amarrada aos meus pés.

 

Poderia ter sido uma revelação espiritual, poderia ter sido um trauma, poderia ter sido uma grande decepção amorosa, um acidente de carro, uma doença grave... Um monte de coisas faz com que as pessoas acordem da vida que não querem viver e passem a pensar e a agir diferente - nessa ordem. Para mim, foi entrar de cabeça no coaching e no desenvolvimento da minha espiritualidade. Um lado questões práticas, materializadas, de outro, subjetivo e quase ilógico e unindo tudo, valorizar o acolhimento e o entendimento das minhas emoções.

 

Ignore a modinha e os oba-oba hipermotivados. Ignore o deslumbre de alguns e as fórmulas mágicas de outros. Se faça de surd@ a tudo isso. Só se permita refletir: você gosta de quem é agora? Você tem orgulho de si mesm@? Se a resposta for não para qualquer um dos casos, pode responder a próxima: qual a mínima coisa que você pode fazer para mudar isso hoje. Só hoje, só agora. Bem pequenininha. Ai, amanhã, você faz a mesma pergunta e toma a mesma atitude de novo. Pronto! Você se tornou coach de si mesmo. Orgulhe-se! 

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