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  • Lili Dantas Oliveira

Crônicas de Lili - Seja você

Outro dia uma amiga surpreendeu-me. Ela disse admirar a coragem que eu tenho de ser eu mesma. Postar fotos sem maquiagem e as também muito maquiada, decotes, boca, palavras soltas, até a maneira como me posiciono ao dizer o que penso foi tópico da conversa. Eu não havia pensado em nada daquilo, na hora fiquei um pouco chocada, então refleti. Nos dias de hoje, ainda, é como se não tivéssemos o direito de sermos nós mesmos, principalmente nós, mulheres.

Precisamos aprender a ser nós mesmas sem pedir desculpas por isso. Não importar-se com críticas, sejam elas positivas ou negativas, é libertador. Não estou falando colocar-se em uma caixa e achar que só a nossa opinião importa. Entretanto, há séculos nós fomos subestimadas, temos todo o direito a uma autoestima elevada. A minha confiança me pertence. Eu já fui insegura. Com meu corpo (principalmente), cabelos, cor da pele, voz, risada, status, diplomas, e tantas outras coisas que hoje, pensando bem, desisti de sentir-me insegura com tudo isso. Não do dia pra noite, foi difícil, ainda é. Pensamentos como, “será que estou sendo muito agressiva?”, “vão me achar muito vaidosa?”, “isso é muito vulgar?”, vez ou outra ainda fazem parte das minhas reflexões. Eu sou humana. Contudo, quando descobrimos a liberdade de estarmos em paz conosco, não queremos mais outra vida. É libertador. Acredite. Nós estamos autorizados a nos amar, SIM!

Mas para isto acontecer, precisamos sair da nossa zona de conforto. Eu sei, é difícil deixar o casulo, é um lugar confortável, seguro. Porém, eu garanto, aqui fora é muito melhor. Todos temos falhas, as minhas, estão fortemente agarrados às minhas qualidades. Você pode pensar, “é um ótimo ponto de vista”, só que, é mais. Defeitos e qualidades são o caule de uma mesma árvore, tal como as árvores, uns galhos mais fortes outros mais fracos, ainda assim, é uma única parte de um todo. Amar seus defeitos, é uma ótima maneira de “dar uma banana” pra vida e até ser grato por ela tentar te foder. Isso faz parte de ser humano, não deveríamos nos sentir constrangidos pelas falhas que nos tornam um, muito menos pelos nossos pontos fortes. Descubra todos eles e os coloque em evidência, ou não, a escolha deve ser nossa. E não importa se você é o protagonista ou o antagonista da sua história, o que importa mesmo, é permitir que nosso eu bom e nosso eu mau, ao menos sejam amigos. Essa é a amizade mais importante que deveríamos cultivar em nossas vidas.


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